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Dublin age contra artistas de rua repetitivos

“Busking” é o termo em inglês usado para músicos que tocam na rua em troca de dinheiro, uma cena extremamente comum na Irlanda, principalmente em Dublin, com seu potencial turístico. A atividade é levada tão a sério que a prefeitura da cidade precisou tomar ações contra problemas causados pelos artistas de rua, criando uma verdade crise.

O intercambista ou turista já teve ter passado pela situação de topar com algum músico talentoso executando sua peça munido de pedestal, amplificador e outros adereços. Para o turista, nada incomoda porque sua estadia no local é breve. Mas para comerciantes e moradores, os artistas de rua de Dublin viraram um problema por conta do volume do som e do incômodo causado pelo fato de tocarem repetidamente as mesmas três ou quatro canções.

A prefeitura de Dublin, então, optou por proibir o uso de “backing tracks” – as faixas instrumentais usadas como base para que muitos artistas cantem ou toquem seus instrumentos. O objetivo é diminuir, assim, o uso de amplificadores e limitar os “buskers” aos que de fato executem varias canções. Isso causou muita reclamação, já que diversos artistas dependem das tais backing tracks – pessoas que tocam, por exemplo, violino, saxofone, bandolim, com números ensaiados e dependentes da ajuda tecnológica.

Dublin já havia criado restrições para os buskers, tais como limite de duas horas de apresentação em um mesmo local e horário máximo para atuação. Mesmo assim, em 2015, o conselho municipal recebeu mais de 700 reclamações. As novas regras agora exigem que os músicos apresentem pelo menos 30 minutos de repertório sem repetição. Há dúvidas sobre como a fiscalização será feita, no entanto.

Temple Bar, a área boêmia na região central de Dublin, é um dos focos do problema. A esperança é de que as mudanças acabem por selecionar os mais talentosos e aptos a continuar se apresentando pelas ruas da capital irlandesa.

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